sexta-feira, 2 de junho de 2017

Professores dizem sofrer censura de pais e alunos nas salas de aula

De acordo com o Sindicato Estadual de Profissionais de Educação do Rio, os pais de alunos estão sendo motivados “por parlamentares de direita” a processarem professores que participem de greves. Os estudantes, por sua vez, são estimulados a gravar o conteúdo de docentes considerados “de esquerda”. Foi o caso de Valéria Borges, que dá aulas de História em um colégio estadual em Niterói.
De acordo com o Sindicato Estadual de Profissionais de Educação do Rio, os pais de alunos estão sendo motivados “por parlamentares de direita” a processarem professores que participem de greves.
Os estudantes, por sua vez, são estimulados a gravar o conteúdo de docentes considerados “de esquerda”. Foi o caso de Valéria Borges, que dá aulas de História em um colégio estadual em Niterói.
Em um áudio de pouco menos de três minutos, Valéria diz para alunos do 3º ano do ensino médio que a maioria dos seguidores do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é “asquerosa, nojenta, homofóbica, racista, preconceituosa”. A professora também é acusada de traçar um paralelo entre os eleitores do parlamentar e os jovens militantes do ditador Adolf Hitler — embora ela diga que “a questão do seguidor do Bolsonaro é diferente do seguidor de Hitler”.
— Foram dois minutos e 44 segundos descontextualizados de uma exposição de 40 minutos sobre regimes totalitários — explica. — Alguns alunos me disseram no intervalo da aula que eu estava sendo gravada. Eles e outros professores me deram apoio

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